terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

ISRAEL DÁ LIÇÕES AO MUNDO DE VACINAÇÃO EM MASSA CONTRA A COVID-19

 


Hoje, compartilho com você o livro Nação Empreendedora - O Milagre econômico de Israel e o que ele nos ensina dos autores Dan Senor e Saul Singer. Li essa obra literária fantástica alguns anos atrás e  também compartilhei com meus alunos. Uma boa dica de leitura envolvente e dê muitos aprendizados, em diversas áreas como: saúde, educação, tecnologia, segurança, agricultura, medicina... Após essa leitura, você vai conseguir entender porque Israel está em primeiro lugar no mundo, na vacinação contra o novo coronavírus.

Israel tem a campanha de vacinação mais avançada do mundo: 38% da população já recebeu ao menos uma dose e 22% já foram completamente imunizados contra o novo coronavírus.

O país, que tem cerca de 9 milhões de habitantes, foi um dos primeiros do mundo a iniciar a imunização da sua população. Começou em 20 de dezembro e, 12 dias depois, já tinha vacinado mais de um milhão de pessoas. O governo já está vacinando estudantes entre 16 e 18 anos desde 24 de janeiro, para permitir que os adolescentes possam fazer provas e vestibulares em segurança, e agora estendeu a imunização a qualquer cidadão. A meta é inocular todo os habitantes até o fim de março.

3 lições sobre vacinação que Israel pode deixar ao mundo

O país do Oriente Médio já vacinou 24% da sua população com as duas doses; planejamento e tecnologia foram cruciais no processo.

Pouco mais de um mês depois do início da vacinação, mais de 40% da população de Israel já tomou pelo menos uma dose da vacina, de acordo com dados da Our World In Data, painel feito pela Universidade de Oxford que mostra a proporção de pessoas vacinadas em cada país. Os dados são desta segunda-feira (8). Emirados Árabes Unidos, Sychelles e Gibraltar aparecem logo depois, com cerca de 40% de suas respectivas populações vacinadas. Ainda, o Reino Unido aplicou uma dose em pelo menos 17% da sua população, enquanto os Estados Unidos, em 9,5% de seus cidadãos.

Israel já imunizou cerca de 24% de sua população. O país lidera com folga em relação ao restante do mundo. Cerca de 2 milhões de pessoas receberam duas doses e 3,5 milhões receberam pelo menos a primeira, conforme os dados do governo local desta segunda-feira (8).

A população de Israel conta com cerca de 8,5 milhões de habitantes, praticamente um quinto da população do estado de São Paulo. Depois, o tamanho: com uma área territorial de 22.145 quilômetros quadrados, Israel é cerca de 380 vezes menor que o Brasil (ou tem praticamente o mesmo tamanho do estado de Sergipe, que é o menor estado do país).

Israel pode ensinar ao Brasil (e ao mundo) algumas lições – ou pelo menos a direção a se seguir em relação à vacinação.

1. Planejamento é crucial (ainda mais em meio à crise)

Em um contexto de corrida pelas vacinas ao redor do mundo, o planejamento antecipado de Israel se mostrou efetivo. Em junho de 2020, o país assinou seu primeiro acordo de compra de suprimentos, para a vacina do laboratório americano Moderna. Os testes com o imunizante ainda estavam no início. Mais tarde, em novembro, o país anunciou outro acordo, desta vez com a Pfizer, e conversas com a farmacêutica AstraZeneca.

As primeiras doses do imunizante da Pfizer chegaram a Israel em 9 de dezembro de 2020, e as vacinações começaram no dia 19 do mesmo mês. Foram negociados grandes lotes, na comparação com a população do país. O acordo envolveu 8 milhões de doses da vacina, suficientes para imunizar 4 milhões de israelenses, ou quase metade da população, de acordo com o site local The Times of Israel.

O governo de Israel também concordou em pagar mais caro para receber uma leva antecipada de vacinas. O primeiro-ministro argumentou que o custo extra para adquirir as doses seria compensado pelo benefício econômico de suspender as restrições relacionadas à Covid-19 mais cedo. O país já passou por três lockdowns nacionais.

“Estamos em uma corrida armamentista. É uma corrida entre mutação e vacinação, especialmente com a mutação britânica. Existem mais mutações, e haverá mais mutações no futuro. Isso significa que temos que correr o mais rápido possível para vacinar primeiro os grupos de risco na população e depois todos os demais, a fim de dar imunidade”, disse Netanyahu durante uma aparição na conferência da Agenda de Davos do Fórum Econômico Mundial, no fim de janeiro.

2. Tecnologia de ponta faz a diferença 

A tecnologia disponível no sistema de saúde de Israel também ajuda na campanha de vacinação. Por lá, o governo oferece uma cobertura universal de seguro saúde por meio de quatro organizações de manutenção de saúde (HMO, na sigla em inglês), similares aos SUS. As organizações, que são públicas e administradas pelo governo, devem aceitar qualquer cidadão.

Ran Balicer, diretor de inovação da HMO Clalit, explicou à Reuters que Israel integrou infraestruturas de dados digitais com “cobertura total de toda a população, do berço ao túmulo”. “Portanto, é fácil identificar a população-alvo certa e organizar a vacinação com o auxílio de dados, porque isso é algo que é feito em nossa rotina diária de cuidado [com a saúde]”, disse.

Essas organizações investiram fortemente na digitalização de seus sistemas ao longo do tempo, com o objetivo de diminuir custos e agilizar processos. Assim, estão preparadas para organizar o processo de vacinação e receber as doses contra a Covid-19 conforme o número de pessoas atendidas.

“Para receber a primeira dose, chegou uma mensagem de texto do governo informando que eu seria vacinada, com um link para um cadastro e com a indicação do local e hora da vacinação. Tudo eletrônico. Logo depois da primeira dose, no mesmo dia recebi também por mensagem o lote, a hora e a data que tomei a vacina. Depois, em outra mensagem já foi informado o dia e horário para a segunda dose – que é tomada no mesmo local no qual você recebeu a primeira, sempre 21 dias depois”, disse. Segundo ela, caso o usuário não consiga tomar a vacina, pode pedir para remarcar a aplicação também de forma eletrônica.
Outra estratégia, criticada por alguns, foi o compartilhamento de dados. De acordo com a agência de notícias Bloomberg, as entregas da vacina contra a Covid-19 da Pfizer/BioNTech foram aceleradas no início do mês de janeiro, após um acordo do país com a Pfizer para compartilhar dados sobre o programa de vacinação.

3. Vacinação em massa tem efeito 

A organização em prol da vacinação tem resultados animadores. Na última terça-feira (2), o Ministério da Saúde de Israel divulgou dados que mostram que a vacina reduziu significativamente os níveis de infecção. Na última semana de janeiro, apenas 0,04% das 715.425 pessoas foram infectadas uma semana depois de tomarem a segunda dose. Das pessoas vacinadas que foram infectadas, 0,002% tiveram que ser tratadas no hospital. Outro estudo de uma das organizações de saúde de Israel, a Maccabi Healthcare Services, revelou que, de 163 mil israelenses que receberam as duas doses da vacina, apenas 31 foram infectados (ou 0,02%).

Na prática, quase 70% de pessoas com mais de 60 anos já receberam as duas doses, conforme dados do governo israelense. O país está vacinando cerca de 200 mil pessoas por dia e, na semana passada, já disponibilizou as vacinas para qualquer pessoa com mais de 35 anos. Desse grupo, cerca de 40% já recebeu pelo menos uma dose. Toda a população que tem acima de 16 anos anos já está no cronograma para tomar a vacina.

O sistema de saúde vem sendo rígido e busca conscientizar a população em relação à aplicação das duas doses e ao intervalo entre elas. “Todo mundo tem acesso ao sistema de saúde eletrônico, então o governo consegue contatar todo mundo facilmente pelo celular. Ninguém esquece da segunda dose. Depois da primeira, você já recebe o alerta para a segunda, com o dia. Recebe também mais mensagens de lembrete até a data. Estão sendo bastante rigorosos com o intervalo de 21 dias entre as doses, para seguir os protocolos das vacinas da Pfizer e da Moderna”, diz Adriana, que trabalha no Ichilov, um hospital em Tel Aviv, já recebeu as duas doses da vacina da Pfizer e compartilhou o processo até ser imunizada.

DICA: Você pode adquirir esse livro por um preço bem acessível  no site  https://www.estantevirtual.com.br/ 

Fonte: g1.globo.
            infomoney.com.br

Imagem: google.pt

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

3,5 MILHÕES DE DOSES DA VACINA CONTRA COVID-19 FORAM APLICADAS NO PAÍS

Até às 10h desta segunda-feira (8), pelo menos 3.599.405 doses da vacina contra a Covid-19 foram aplicadas no Brasil. As informações são da CNN com base nas secretarias estaduais que divulgaram o balanço preliminar da vacinação.


Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo 

Nem todos os estados e municípios divulgaram as informações sobre a campanha de imunização em sua totalidade. Por isso, o levantamento é preliminar e o número real pode ser maior.

São Paulo, estado mais populoso do país, lidera a vacinação, com 820.806 doses aplicadas.Na sequência, Minas Gerais (304.314 doses), Bahia (286.006) e Rio de Janeiro (268.214) e Rio Grande do Sul (230.858) são os outros estados que mais doses aplicaram.  

O primeiro lote do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para a produção das vacinas de Oxford/AstraZeneca na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) chegou no último sábado (6) no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.

Depois de atrasos, adiamentos e muita expectativa, o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da vacina Oxford/AstraZeneca chegou ao Brasil no último sábado (6). Com o insumo, também chegou ao país a esperança de aumento de doses disponíveis à população brasileira.

O que é o IFA? 

O ingrediente farmacêutico ativo (IFA) é fundamental na formulação de um fármaco porque está nele a substância capaz de produzir o efeito desejado. Nas vacinas, é o IFA que tem a informação que faz com que o organismo comece a preparar suas defesas contra um micro-organismo invasor.

No caso de imunizantes como a CoronaVac, chamados vacinas de vírus inativado, o IFA é o ingrediente que contém o corpo do micro-organismo "morto", incapaz de se replicar e provocar uma infecção. Ao receber a vacina, o corpo da pessoa vacinada passa a conhecer a estrutura do coronavírus e produz defesas específicas contra suas formas de ataque.

De acordo com a Fiocruz, com o início do processo de produção, marcado para a próxima sexta-feira (12), a instituição deve entregar 2,8 milhões de doses ao Ministério da Saúde até o dia 19 de março e outros 14 milhões até o fim do mesmo mês.

A primeira etapa da produção em solo brasileiro já tem data marcada. Será na quarta-feira (10), quando o IFA começa a ser descongelado (está a -55 graus Celsius). Dois dias depois, na sexta (12), terá início a formulação de pré-validação, necessário para garantir que o processo de produção da vacina está adequado. Nessa etapa, o fármaco é diluído em outros componentes da vacina, que, entre outras funções, garantem que a armazenagem possa ser feita em refrigeradores comuns, com 2 a 8 graus Celsius.

A última fase é a rotulagem e a embalagem em que os frascos de vidro recebem os rótulos com a identificação da vacina, número de lote, data de fabricação e validade, além de outras informações importantes. Nesse momento, algumas amostras são separadas e seguem para um rígido controle de qualidade, exigido pelo Plano Nacional de Imunizações (PNI).

No fim de março, a escala de produção da vacina em Bio-Manguinhos deve aumentar de 700 mil doses por dia para 1,3 milhão de doses por dia, o que permitirá entregas maiores até julho.

Os termos do acordo entre a Fiocruz, a AstraZeneca e a Universidade de Oxford preveem que, inicialmente, o Brasil vai produzir a vacina com IFA importado.

Após a nacionalização do IFA, a Fiocruz prevê produzir mais 110 milhões de doses até o fim deste ano, chegando a um total de mais de 210,4 milhões de doses, o que faz da vacina Oxford/AstraZeneca a que tem mais doses programadas para serem aplicadas na população brasileira até o momento.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

           cnnbrasil.com.br

Imagem: Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo 

domingo, 7 de fevereiro de 2021

CONHEÇA AS VACINAS QUE TÊM USO EMERGENCIAL APROVADO E QUAIS AGUARDAM AVAL DA ANVISA

 

Veja abaixo como está o andamento da autorização das vacinas no Brasil:


Foto Divulgação/ Prefeitura do Rio


Uso emergencial aprovado

• Coronavac

  • Situação: Vacina aprovada pela Anvisa para uso emergencial no dia 17 de janeiro de 2021.
  • Desenvolvedor: Sinovac (China)
  • País de origem: China
  • Feita em parceria com: Instituto Butantan (SP)
  • Estados no Brasil em que foi testada: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Paraná e Rio Grande do Sul, em 22 centros de pesquisa
  • Voluntários: No Brasil, 13 mil (inicialmente eram 9 mil)
  • Boas práticas de fabricação: Inspeção feita no Butantan entre 30/11 e 4/12. Certificação publicada em 21/12.
  • Eficácia: Eficácia global de 50,38%. Eficácia de 78% em casos leves e de 100% em casos graves e moderados.

• Vacina: ChAdOx1 nCoV-19 (Vacina de Oxford)

  • Situação: Vacina aprovada pela Anvisa para uso emergencial no dia 17 de janeiro de 2021.
  • Desenvolvedor: Universidade de Oxford e AstraZeneca
  • País de origem: Reino Unido
  • Feita em parceria com: Fiocruz, Unifesp e Ministério da Saúde.
  • Estados no Brasil em que foi testada: São Paulo, no Centro Paulista de Investigação Clínica (Cepic), e na Bahia, na Instituição Obras Sociais Irmã Dulce
  • Voluntários: 10 mil no Brasil
  • Boas práticas de fabricação: Inspeção feita na Fiocruz entre 7/12 e 4/12. Certificação publicada em 23/12.
  • Eficácia: Eficácia média de 70,4%. No regime de dosagem com duas completas atingiu 62,1% de eficácia. Com dose fracionada e dose completa, atingiu 90% de eficácia.


Pedido de uso definitivo em andamento


• Vacina: mRNA BNT162, da Pfizer/BioNTech

  • Situação: A Pfizer enviou à Anvisa o pedido de registro definitivo da vacina da Pfizer no dia 6 de fevereiro de 2021; 100% da documentação do pedido de registro está sendo analisada.  
  • Desenvolvedor: Pfizer e BioNTech
  • País de origem: EUA/Alemanha
  • Feita em parceria com: Centro Paulista de Investigação Clínica (Cepic), em São Paulo, e Instituição Obras Sociais Irmã Dulce, na Bahia.
  • Estados no Brasil em que foi testada: São Paulo e Bahia.
  • Voluntários: 2.900 no Brasil (São Paulo e Bahia) e mais de 43 mil no mundo.
  • Boas práticas de fabricação: Certificação de duas fábricas publicada em 28/12. Uma fábrica já tinha certificação da Anvisa, mas ainda precisa enviar dados.
  • Eficácia: 90% eficaz.


• Vacina: ChAdOx1 nCoV-19 (Vacina de Oxford)


Submissão Contínua De Dados


• Vacina: Ad26.COV2.S, da Johnson & Johnson

  • Situação: Até o momento, a Janssen não solicitou uso emergencial da Vacina; a documentação tem sido avaliada como parte do processo de submissão contínua
  • Desenvolvedor: Johnson e Johnson (Janssen-Cilag)
  • País de origem: EUA
  • Feita em parceria com: Grupo Hospitalar Conceição.
  • Estados no Brasil foi testada: São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Norte.
  • Boas práticas de fabricação: Solicitada, mas faltam dados da Janssen ainda.
  • Voluntários: 45 mil voluntários no mundo. No mundo, além de Brasil, os participantes são Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, África do Sul e Estados Unidos.
  • Eficácia: Eficácia de 66% na prevenção de doenças moderadas e graves; mais de 85% de eficácia contra doenças graves.


Pedido de uso emergencial em andamento


• Vacina: Sputnik V

  • Situação: A vacina ainda não recebeu a validação da fase 3 dos ensaios clínicos pela Anvisa. 
  • Desenvolvedor: Instituto de Pesquisa Gamaleya
  • País de origem: Rússia
  • Feita em parceria com: Tecpar (Paraná) / União Química
  • Estados no Brasil em que será testada: Paraná e Bahia
  • Eficácia: 91,6%, segundo estudo preliminar publicado pela The Lancet


Pedido de autorização para Fase 3 de testes no Brasil


• Vacina: Covaxin

  • Situação: Precisa Farmacêutica apresentou em 5 de fevereiro de 2021 o pedido de autorização de pesquisa clínica de fase 3 para a vacina Covaxin no Brasil.
  • Desenvolvedor: Bharat Biotech
  • País de origem: Índia
  • Feita em parceria com: Precisa Farmacêutica


Fase 1 de testes em andamento


• Vacina: UB-612

  • Situação: A Dasa está em fase de ajuste do protocolo, a partir dos resultados da fase I. 
  • Desenvolvedor: COVAXX, subsidiária da United Biomedical Inc - pesquisa será conduzida pela Dasa e a Mafra, com recursos doados por MRV, Banco Inter e Localiza
  • Estágio: Fase 2/3
  • País de origem: China
  • Feita em parceria com: Dasa
  • Estados no Brasil com testagem: Não informado
  • Voluntários: 3 mil
  • Início dos testes: não foi informado.


Foi negociada, mas paralisou processo


• Vacina: Instituto Biológico de Wuhan/ Sinopharm

  • Situação: Segundo o Governo da Bahia, que firmou acordo com a farmacêutica, "por decisão do grupo chinês, eles desistiram de testar no Brasil"
  • Desenvolvedor: Grupo Nacional Biotecnológico da China – CNBG/ "Sinopharm"
  • País de origem: China
  • Feita em parceria com: Bahiafarma (Bahia) e Tecpar (Paraná)
  • Estados no Brasil em que seria testada: Bahia e Paraná.

ANVISA LIBERA VACINAS SEM EXIGÊNCIA DA FASE 3 CONTRA A COVID-19


Frascos da Sputnik V,  a vacina russa contra a Covid-19
Foto: Sputnik V/Divulgação



O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Ministério da Saúde atualizaram, nesta sexta-feira (5), os dados sobre a situação da Covid-19 no Brasil. Veja os números do último levantamento com as mortes nas últimas 24 horas:


  • 1.239 óbitos nas últimas 24 horas;
  • 50.872 confirmados nas últimas 24 horas;
  • 230.034 mortes;
  • 9.447.165 casos confirmados
  • 8.236.864 recuperados (até 03/02, às 19h).
                       Situação da Covid-19 no Brasil até o dia 05/02/2021. Imagem: Conass/Reprodução

Atualmente o Brasil é o segundo país com mais óbitos registrados pelo novo coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos

DADOS ATUALIZADOS ATÉ O DIA 07/02/2021 - Foram confirmados 9.524.640 casos e 231.534 vidas perdidas desde o início da pandemia.

O Ministério da Saúde conta com a vacina Sputnik V para ampliar a vacinação contra a Covid-19 no país e comunicou ao fabricante, a União Química, que quer adquirir doses o mais brevemente possível.

divulgação de que o nível de eficácia geral da vacina ultrapassa a marca dos 90% entusiasmou integrantes da cúpula da Saúde, com quem a CNN conversou nesta quarta-feira (3). O clima é de pressão sobre a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), que ainda não liberou a fase 3 de testes da vacina por avaliar que ainda não tem todas as informações necessárias.

Até o momento, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou duas vacinas, produzidas por laboratórios públicos brasileiros: a Coronavac, do Butantan, e a AstraZeneca, da Fiocruz.

Em entrevista à CNN nesta sexta-feira (5), o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz,  Croda (Fiocruz), disse que “foi tardia” a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de autorizar que laboratórios peçam o uso emergencial de vacina contra Covid-19 sem que os estudos da fase 3 tenham sido feitos aqui no Brasil.

[A Anvisa] introduziu um rito burocrático maior, mas ela voltou atrás nesse sentido. A gente pode falar que a Anvisa está agindo da maneira mais correta do ponto de vista técnico, de analisar a documentação, de entender o momento da pandemia, da urgência da gente ter um número de doses importantes para vacinar nossos idosos”, falou.


O desempenho da vacina Sputnik V

Eficácia da vacina Sputnik V para Covid-19 é  de    91,6%, apontam resultados preliminares publicados na 'The Lancet'.

Análise inicial foi feita com quase 20 mil participantes; monitoramento continua. Desenvolvida na Rússia, vacina foi a quarta a ter resultados de fase 3 publicados em uma revista.


A vacina Sputnik V, desenvolvida pelo instituto russo de pesquisa Gamaleya para a Covid-19, teve eficácia de 91,6% contra a doença, segundo resultados preliminares publicados nesta terça-feira (2) na revista científica "The Lancet", uma das mais respeitadas do mundo. A eficácia contra casos moderados e graves da doença foi de 100%.


A vacina também funcionou em idosos: uma subanálise de 2 mil adultos com mais de 60 anos mostrou eficácia de 91,8% neste grupo. Ela também foi bem tolerada nessa faixa etária. 

Foram 19 866 voluntários analisados para essa análise preliminar: dois terços tomaram duas doses da vacina (com um intervalo de 21 dias entre elas) e o restante ficou com um placebo. Desses, 78 pessoas desenvolveram a Covid-19, sendo que 62 estavam no grupo que não recebeu o imunizante de verdade. É a partir desses dados que os pesquisadores concluíram que as injeções reduziram o risco de  desenvolver a doença em 91,6%. 


Além disso, análises secundárias apontam que, 21 dias após a aplicação da primeira dose, a vacina russa foi 100% eficaz na prevenção de casos graves e mortes. Algo semelhante foi visto com a Coronavac... 


Leia mais em: https://saude.abril.com.br/medicina/vacina-sputnik-v-contra-covid-19-o-que-saber-sobre-eficacia-e-seguranca/



Efeitos colaterais da vacina Sputnik V 


Os efeitos colaterais mais observados foram desconforto no local da injeção, dor de cabeça, cansaço e sintomas gripais leves. 


A distribuição da Sputnik V


Rússia, Argentina, Bolívia, Venezuela, Paraguai e outros 11 países já têm registro desse imunizante. 

A vacina, assim como a Coronavac e a de Oxford, é de fácil armazenamento, o que facilitaria a aplicação nos quatro cantos do Brasil. Em comunicado, o Fundo de Investimento Direto Russo aponta que cada injeção custaria menos de dez dólares. 


Análise de Especialistas


A microbiologista Natália Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência, destaca os resultados após a aplicação de apenas uma dose da vacina.


"É muito parecida com a vacina da Janssen – que é exatamente a mesma tecnologia e usa uma dose só. E também parecida com a vacina de Oxford, que também usa a mesma tecnologia, de adenovírus, e que a gente não vê um efeito tão grande do reforço – parece que a primeira dose já tem uma boa proteção. Me parece ser o mesmo caso da Sputnik", observa.


A vacina é a quarta a ter resultados publicados em uma revista, depois de Pfizer/BioNTechOxford/AstraZeneca e Moderna. Quando isso acontece, significa que os dados foram revisados e validados por outros cientistas.

Fonte: cnnbrasil.com.br

          g1.globo.com

         saude.abril.com.br

        olhardigital.com.br

Imagem:  Foto: Sputnik V/Divulgação 

                Conass/Reprodução

A IMPORTÂNCIA DA SEGUNDA DOSE DA VACINA NA IMUNIZAÇÃO CONTRA A COVID-19

A líder indigena Kerexu Yxapyry também está entre os três primeiros imunizados em SC

(Foto:


Mais de 3 milhões de brasileiros já receberam a primeira dose da vacina contra Covid-19 até o momento — o que não significa, necessariamente, que eles já estão imunizados. 

Com exceção da vacina da Janssen, todos os principais imunizantes tem um regime de duas doses e os especialistas concordam: é importante seguir o que foi previsto experimentalmente.

É o caso tanto da Coronovac, a vacina do Instituto Butantan com a Sinovac, quanto a vacina de Oxford e da AstraZeneca, esta em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

"A vacina de Oxford foi testada para ter uma dose, mas durante os experimentos, comprovou-se que precisava das duas doses. É de extrema importância que se siga o que foi previsto experimentalmente, porque não temos dados de que uma dose é suficiente", recomenda Gustavo Cabral, imunologista e pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas da USP (Universidade de São Paulo). 

Cabral explica que a pessoa que recebeu uma única dose pode não ter gerado a maturidade e memória imunológica para se proteger contra a doença. 

"As vacinas que estamos usando aqui têm intervalo de vinte dias a três meses, o prazo varia, mas tem que receber a segunda dose", disse. 

O período máximo para a aplicação da segunda dose da vacina do Butantan é de até 28 dias. Para a vacina de Oxford/AstraZeneca, esse intervalo pode ser de até três meses. 

O infectologista Igor Maia Marinho, do Hospital Emílio Ribas, engrossa o coro. 

“Do ponto de vista de efeito colateral para o corpo, não existe risco tomar apenas uma dose, mas não tem garantia de eficácia de proteção às pessoas que tomaram apenas uma vez. Se isso [de atrasar] acontecer, pode correr o risco de surgir uma falsa sensação de segurança. É preciso tentar vacinar bem o máximo de pessoas”, disse.


REFORÇO

O vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Marco Krieger, disse em entrevista à CNN que a eficácia do imunizante de Oxford é de 73% já na primeira dose, mas que o reforço assegura ainda mais a proteção.

"O reforço da vacina aumenta essa resposta [imunológica]. No caso desse reforço ser dado em um prazo de até três meses, o nível da resposta imunológica aumentou em sete vezes”, disse.


IMPORTANTE: O Ministério da Saúde orienta que as secretarias reservem 50% do estoque para a aplicação da segunda dose.


Fonte: cnnbrasil.com.br

 Imagem: Diorgenes Pandini, Diário Catarinense